Emmanuelle Bercot traz seu filme de Cannes para o Brasil em tempo recorde

Texto Originalmente Publicado no site Cinema(ção) em 14/06/15

Na última Sexta-feira (12), a cineasta Emmanuelle Bercot esteve presente na exibição de seu novo longa, “De Cabeça Erguida”, que chegou em tempo recorde aos cinemas brasileiros, após sua exibição em Cannes.

O longa aborda a história de um jovem que primeiro é negligenciado pela mãe e alguns anos depois vira um delinquente, e nos dois casos acaba tendo seu processo julgado pela juíza Florence Baque. A juíza acaba condenando o jovem a ir a um centro de recuperação de delinquentes juvenis, e é a partir dai que a história se desenrola. Se pelas três informações que já te dei ainda não há interesse em assistir o filme, vou iniciar com duas informações que a diretora passou que vão te convencer.

A primeira é a inspiração que ele teve para fazer o filme: que ela diz ter sido através de um tio que trabalhava em uma instituição de recuperação de delinquentes juvenis e a levou quando tinha 7 anos. A Segunda (essa de deixar qualquer cinéfilo e diretor com o queixo no chão): todos os cenários utilizados no filme são lugares reais e utilizados para o mesmo propósito que está no filme.

Bercot, a pedidos do público, chegou a falar um pouco sobre a questão da maioridade penal, mas fez questão de ressaltar que estava sabendo do fato naquele momento e que não sabia com toda a precisão da situação brasileira, mas falou sobre algumas das cenas e situações mostradas no filme. Falou que acredita que a questão de ir para a cadeia é algo que ela não pode falar sobre ser a favor ou contra, pois na França, apesar de haver esses centros, os jovens podem ir para a cadeia.

Ao ser questionada sobre a eficácia do programa mostrado no filme, ela comentou que por conta de recursos (parece o Brasil…), o programa não chega para todos os que precisam, e que alguns recusam o programa e outros, mesmo entrando no programa, não são recuperados.

Ainda, sobre o programa, ela fez questão de ressaltar o acompanhamento, e que de tempos em tempos, como visto no filme, o jovem “volta a julgamento” onde ele pode avançar ou retroceder um pouco.

Para encerrar, uma questão interessante sobre o planejamento e o uso dos cenários. Alguns dos lugares usados são no sul e outros mais ao norte da França, e a diretora teve que planejar bastante para não cansar a equipe e fazer as filmagens renderem.

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